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Às vezes a criança chora por tudo! Está o tempo todo chorando, esperneando, ou simplesmente se recusa a fazer as coisas e chora. Na grande maioria das vezes, esse comportamento pode ser interpretado como birras. Devemos ter cautela nessa avaliação….  porque pode não ser birra!

Mas… se não é birra, o que pode ser então? Pode ser uma dificuldade de comunicação. Mas como?

Antes da comunicação verbal, a criança utiliza a comunicação não-verbal, que pode se manifestar de várias maneiras, sendo uma delas o choro. Choro para comer, choro se está com dor, choro se está com frio, choro se está assustado ou querendo o colo da mamãe.

A partir do momento que as crianças começam a falar, elas devem comunicar suas necessidades e sentimentos através da linguagem falada. Se expressando verbalmente elas vão diminuindo o choro. Para isto, os pais devem mediar esta transição, ou seja, a criança começou a falar, os pais devem atende-la principalmente através da linguagem e não mais através de episódios de choro. A não ser claro, em situações extremas como doenças ou algo que fuja da rotina e da normalidade.

Mas … e se a criança sabe falar, mas chora por tudo?

Pode ser dificuldades em lidar com as próprias emoções. Depois que a criança começa a falar, precisa saber lidar com os seus sentimentos. Nesta hora, é importante que os pais estejam atentos às suas condutas, porque serão muito exigidos sobre como atuar com seus filhos, diante das frustrações, tristezas e raivas. E caberá aos pais, professores e outros adultos ensina-lhes a lidar com isto. Ou seja, os adultos devem NOMEAR junto com a criança essas emoções nas situações do dia a dia, em acontecimentos comuns que a criança vivencia.

Os pais terão que ter maturidade suficiente para deixar que seus filhos se frustrem, mesmo porque é através das pequenas frustrações do dia a dia que a criança irá amadurecer. Não adianta os pais quererem proporcionar para os seus filhos apenas o prazer, todo o tempo. Isso irá afetar sobremaneira a edificação do caráter da criança, que crescerá pensando que o mundo não pode contraria-lo e que ele pode ter tudo o que deseja.  Não mesmo.

A criança deverá experimentar a tristeza, que também faz parte do nosso dia a dia. Nem só de alegrias é feita a nossa vida. A tristeza vem em contrapartida a alegria. Não podemos  privar a criança de vivenciar a perda de uma escola, uma babá que se foi, um brinquedo que quebrou, um passeio que não pode ser realizado, um presente que não ganhou, e por aí vai… ser uma bom pai ou uma boa mãe exige muita força para presenciar esses momentos e sustentar a situação, sem desejar privar a criança de vivenciar esta experiência.

Na prática seria identificar junto com a criança o sentimento (tristeza, raiva, dor, alegria) e receber esta emoção com naturalidade, acolhendo aquilo que a criança esta experenciando. Sem exageros e sem menosprezar a situação.

Exemplo: Se ela quer um brinquedo no shopping, e não pode ter, ela se frustra. Cabe aos pais dizer que a entende, acolhe-la, mas manter-se firmes na resolução. Tal atitude traz conforto para a criança, porque seu sentimento foi reconhecido, e ainda facilita seu processo de amadurecimento, porque mostrou a ela que não ter algo que queria pode ser vivenciado, sem traumas e sem birras. Dar a criança a liberdade de se expressar, dizendo que queria muito o brinquedo, facilitará a expressão de seus sentimentos naquela situação, mas ao mesmo tempo, facilitará a sua capacidade de elaboração e entendimento de sua realidade e do mundo que a cerca. Melhor ela aprender com os pais, do que com o mundo.

Se o choro é intenso, os pais podem pedir a criança para ir para o quarto, talvez dar um pouco de colo (sem exageros), um afago, e ainda poderá repetir para ela uma frase curta: “ Eu sei que você queria muito o brinquedo, eu te entendo.” com tom de voz firme e calmo, para que ela entenda que vc compreende a sua frustração. Mas mantenha a resolução de não comprar o brinquedo. Esta é a força que vem dos pais. A criança precisa sentir isto.

Ensine SEMPRE a criança a dizer o que quer e o que está sentindo. Esse é o pulo do gato!

Fica a dica!

Cristina Silveira

Psicopedagoga, Psicanalista, Terapeuta cognitivo comportamental, analista sistêmica.

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