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Medo de escuro, medo de dormir, medo de ficar sozinha em algum cômodo da casa, medo da chuva, do homem do saco, do coringa, do monstro, e por aí vai…  mas o que está acontecendo com esta meninada?

Bom, vamos tentar fazer aqui um passo a passo.

Primeiro caso:

O medo é função necessária para nos prevenir de situações de risco, por isso as crianças, seres em desenvolvimento, utilizam a imaginação e a fantasia para dar exercitar e dar sentido e esse sentimento.

Nas crianças menores, por volta de 02 anos,  esse sentimento em desenvolvimento aparece em alguns medos: do escuro. Medo dos pais adoecerem, de separar dos pais, de fantasias, de alguns animais, raios, tempestades, de máscaras, de barulhos, principalmente de coisas sensoriais… O que fazer?

  1. Os pais e responsáveis devem trazer para a criança o esclarecimento do que é fantasia e realidade, passando a sensação de segurança para a criança e principalmente mostrando na pratica esta diferença.

Segundo caso:

Nas crianças de 03, 04 anos,  a criança está imersa no mundo da fantasia. Às vezes deve-se verificar se esse medo não é especifico, devido a algum filme que a criança viu que não era para sua idade ou porque jogou um jogo que não deveria com zumbis, guerras, monstros ou outras imagens fortes.  Então quando ela está sozinha essas imagens são lembradas e causam muito medo. E o que fazer?

  1. Nesse caso, os pais devem cortar o fator que causou o medo (jogo ou filme) porque para a criança aquela imagem assustadora que ela viu,é verdadeira.
  2. Os pais devem mostrar ainda que aquelas figuras moram dentro daquele contexto específico, do jogo ou do filme e não da realidade da criança.
  3. Uma dica bem legal são filmes infantis LUDICOS que remetem a ideias de monstros ou figuras de medo como personagens legais, como o “ Hotel Transilvania” ou “ Monstros e Cia” por exemplo.
  4. Pode pedir para a criança faça desenhos da figura do medo, para que ela criança elabore esse medo, ajustando aquela imagem dentro de sua realidade. Trazendo para o universo lúdico para que ela possa manipular.

Terceiro caso:

Acontece com crianças maiores, a partir de 05 ou 06 anos. Esses medos se relacionam com o mundo mais concreto: medo de situações relacionadas à escola, seres imaginários, morte e fatos relacionados à vida social.  A criança nesta fase está saindo do mundo da fantasia, do pirlimpimpim e se deparando com o mundo concreto, da sobrevivência, da morte, da competição e da superação das dificuldades através da elaboração psíquica.

Nesses casos é importantíssimo os pais estarem atentos em relação a situações concretas, verdadeiras, que podem estar trazendo medos para as crianças, como por exemplo: Bullying, Abusos psicológicos ou físicos, presença de violência domestica, guerras, privação de cuidados básicos, filmes de terror, pandemias, etc.

Os sintomas nesses casos podem vir de alterações comportamentais, agressividade, choro fácil, enurese noturna , pesadelos ou perda de apetite.

O que os pais podem fazer?

  1. Dialogar sempre com o filho, dando importância para os seus relatos, sem menosprezar
  2. Identificar a fonte do medo da criança (Games violentos, etc)
  3. Não forçar a criança a entrar em contato com o objeto do seu medo. Esta aproximação deve ser gradual, obedecendo o limite da criança.
  4. Não apoiar a fuga desse objeto.
  5. Trazer a criança para o mundo real, esclarecendo e mostrando o que é fantasia e o que é realidade.
  6. Evitar ameaçar a criança, chantagem emocional utilizando objetos de medo (Homem do saco, injeção, etc) para comer, para fazer dever.
  7. Reforçar positivamente quando a criança estiver nesse processo: fazer elogios ou reforçando as atitudes de coragem da criança.
  8. Buscar pontos de força da criança, em que ela destaque (esportes, super heróis, etc)